Excesso de informações no Big Data: Como fazer um Detox Digital
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Excesso de Informação e Big Data: como fazer Detox Digital

O excesso de informação pode ser prejudicial para o Big Data, um dos assuntos mais comentados do ano!

O big data pode, inclusive, ser uma excelente forma de gerenciar negócios, além de ajudar muito na tomada de decisão. 

Vamos entender melhor neste artigo como o excesso de informação pode ser prejudicial ao big data e entender o conceito de detox digital e como ele pode ajudar sua empresa.

 

O excesso de informação

O excesso de informação fragmentada têm asfixiado e imobilizado as pessoas. É preciso saber filtrar dados reais dos falsos, isso muitas vezes cria um ciclo vicioso de busca por informação. 

Por conta disso, foi criado o termo ‘infoxicação’, pelo espanhol Cornellá que determina a relação entre a informação e a intoxicação, explicando a dificuldade para administrar a avalanche de informação que somos bombardeados por dia.

Outro conceito que está totalmente relacionado com o excesso de informação é a síndrome da fadiga informativa, que abala pessoas que precisam lidar com essas toneladas de informação, acabando por se sentir paralisadas em sua capacidade analítica, ansiosas e com baixa satisfação no trabalho.

A quantidade de ruído de informação dificulta a diferenciação entre exaustividade de relevância.

Essa diferenciação é fundamental para que não ocorra um rompimento entre aqueles que enxergam a tecnologia com a solução para a vida e aqueles que querem viver longe da tecnologia. 

Como já falamos o big data ajuda muito no processo de gerenciamento de negócio e de tomada de decisão, mas o crescente número de informações acaba levando ao caos e intoxicação. 

Segundo Ricardo Cappra, cientista de dados, pesquisador de cultura analítica e cientista chefe do Instituto Cappra, estamos vivendo uma situação caótica de tomada de decisão, onde é preciso mensurar e usar esses dados da melhor forma possível.

É preciso aprimorar o processo de tomada de decisão.

 

O excesso de dados

Todo aquele dado que não diz respeito ao núcleo do negócio é chamado de excesso de dados. Com a popularização dos dispositivos, começamos a viver num mundo onde nem toda a informação captada é relevante.

Quando falamos de Big Data, estamos falando em um grande volume de dados, o que temos que entender é que excesso de dados não significa que os dados foram captados propositalmente, às vezes o excesso é uma consequência do grande volume que o negócio precisa para funcionar.

Enquanto não está sendo utilizado, é considerado excesso, mas quando se encontra um fim para eles, esses dados em excesso passam a compor o Big Data.

Sabendo disso, o grande mistério é encontrar sentido para a utilização desses dados, até então inutilizados, pois quando estão apenas armazenados sem funcionalidade, aí sim se tornam um problema, já que causam lentidão e perda de foco na hora da análise.

 

Detox Digital

É preciso fazer um detox digital para entender o que é informação de qualidade e o que é informação em excesso.

Visto isso, vamos seguir o passo a passo para transformar o grande número de dados que temos (em sua maioria com pouca qualidade) para uma quantidade menor de dados qualificados e pronto para ser usado.

Abaixo, vamos conferir um roteiro divulgado pelo Instituto Cappra para transformação de uma grande quantidade de dados com pouca qualidade , para uma menor quantidade de informação qualificada e pronta para o uso:

 

Etapa 1: Selecionar e Limpar

Mapeamento de Fontes Qualificadas

É importante identificar as fontes de informação mais relevantes, com cuidados para a eliminação de fake news e exige muita atenção.

Seja nos negócios ou na vida pessoal, é preciso revisar as fontes de dados que alimentam os nossos painéis de informação, principalmente aquelas que você consome no dia-a-dia.

É preciso tomar cuidado para que seus próprios vícios não deturpem os dados que você está analisando.

 

Uso de Filtros Avançados

Ferramentas de busca na internet, Redes Sociais, Ferramentas de Business Intelligence, Softwares de gestão empresarial, todos estão trabalhando para empoderar o usuário final.

Esses recursos estão sendo apresentados em formas de filtros, para que funcione como um serviço Self-Service de informação.

Verifique se está usando esses recursos de forma adequada e descubra algumas funcionalidades que possam reduzir muito a quantidade de informação (desnecessária) que você está consumindo todos os dias.

 

Etapa 2: Organizar e Qualificar

Identificação de Curadores de Informação

Selecionar as fontes e informações relevantes é algo muito trabalhoso, exige atenção, tempo para determinar os critérios, e avaliação da qualidade da informação.

O ideal seria a seleção de uma curadoria qualificada, ou seja, pessoas, empresas e softwares que trabalham classificando a informação para que chegue mais qualificada nas mãos de quem irá consumir e usar.

Para reduzir o volume de dados precisamos buscar mais curadores, que nos ajudem na árdua tarefa de consumir informação relevante e de qualidade.

 

Personalização de rotinas e algoritmos

Existem algumas ferramentas que permitem esse sequenciamento sem necessariamente conhecer linguagens de programação, ajudando nas atividades como um todo.

Essa tarefa pode ser realizada com objetivo de filtro e redução da quantidade de informação, e esse tipo de aplicação costuma ser muito eficiente.

Pode-se, por exemplo: coletar todas as menções do twitter que citam a palavra big data, monitorar todos os posts de um determinado especialista no assunto, classificar todos os seus emails que possuem a palavra big data, e organizar isso diretamente em uma planilha do excel, classificando como você preferir.

É apenas um exemplo, mas uma possibilidade real de você fazer sua própria personalização de rotina para consumo de conteúdo e transformação em informação. É um construtor de algoritmos, experimente.

 

Etapa 3: Visualizar e Automatizar

Tenha seu próprio Dashboard

Ao circularmos em escritórios de grandes empresas e startups digitais, encontramos muitos dashboards espalhados, com informações já selecionadas para o consumo coletivo.

O único problema é que, normalmente, quem definiu a informação que está ali foi um grupo restrito da empresa, e isso não representa a necessidade de consumo individual de informação.

As ferramentas de visualização de informação estão cada vez mais simples de usar, por exemplo, Power BI que é um serviço de análise de negócios que fornece insights para permitir decisões rápidas e informadas. 

 

Uso de Assistentes Virtuais

Os assistentes virtuais estão ficando mais inteligentes, mas ainda estamos usando muito pouco desses recursos que podem melhorar muito a qualidade do nosso consumo de informação.

Esse tipo de serviço pode realizar o trabalho de tratamento dos dados e ainda automatizar o processo de consumo da informação.

Trata-se de um filtro automatizado, que entra na sua rotina de consumo de informação sem maiores esforços.

Você pode criar um comando chamado: “me fale as coisas mais recentes sobre big data”, isso ativa o uso do filtro de informação personalizado por você, e Alexa/Google/Siri automatizam a leitura deste conteúdo.

É algo novo, mas muito mais simples do que parece.

 

E você, o que acha sobre o excesso de informação que está cada dia mais nos consumindo? Adote algumas dessas dicas e consuma as informações de forma consciente.