Data Driven: 5 dicas para ter essa cultura na sua empresa
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5 dicas para se ter cultura de Data-Driven

Os dados estão fazendo parte das nossas vidas, mudando e gerando negócios ao redor do mundo.

A transformação digital está reformulando as estruturas organizacionais e os avanços na tecnologia estão proporcionando um volume exponencial de dados. Fazer uso inteligente desses dados para convertê-los em informações é a chave para o sucesso e para alavancar seu negócio.

Daí chegamos na cultura do data-driven, que pode ser resumida na estratégia de tomar decisões baseada em dados e não em achismos ou experiências anteriores.

Atualmente muito se fala sobre essa cultura para otimização de negócios, mas do que se trata essencialmente e quais as diferenças de empresas data driven? Quais são os reais impactos e benefícios do modelo? Como começar a aplicar na sua empresa?

Neste artigo, iremos falar sobre a cultura de Data Driven através de 5 dicas básicas e indispensáveis para promover essa mudança, e o mais importante, se destacar e sobreviver em meio a um mercado tão volátil e competitivo.

 

Cultura Data Drive

A cultura do data-driven é baseada na prática de usar dados significativos para tomar decisões estratégicas. 

Isso é, uma empresa data-driven tem toda a sua estrutura por ações orientadas por informações e não por convicções de um gestor, modelos convencionados de como fazer ou suposições.

É uma metodologia inovadora e que está relacionada com a evolução da transformação digital, fortalecimento de modelos ágeis e espírito de colaboração. 

E, é claro, ao crescimento exponencial da tecnologia da informação, com processos cada vez mais otimizados de coleta e análise de dados. O objetivo é criar estratégias mais assertivas para alcançar objetivos de mercado.

Sendo assim, o método data-driven não só é, como se tornará cada vez mais essencial para as empresas se diferenciarem e alavancarem seus negócios. 

Essa é a cultura que usufrui o máximo do potencial existente em seus dados, de forma a obter informações com base em dados reais sobre clientes e sobre o mercado.

 

Dicas para se ter uma cultura data drive

 

Dica 1 – Democratização dos dados

Falar em democratizar dados é falar em torná-los disponíveis para todos os colaboradores e departamentos da empresa. Aqui também é importante frisar a importância da transparência e da fácil compreensão dos dados.

Ou seja, o intuito é tornar a informação acessível e de forma mais clara e objetiva possível. Assim, a democratização dos dados facilita a tomada de decisão.

Boas práticas para levar em conta no processo de democratização:

  1. Inteligibilidade – O dado é fácil de entender por qualquer pessoa da empresa?
  2. Integrabilidade – O dado está integrado com o banco de dados e com o objetivo de negócio e valores da empresa?
  3. Rastreabilidade – O dado pode ser acompanhado de ponta a ponta? Aqui entra o reforço do time de tecnologia para disponibilizar todo o processo.
  4. Escalabilidade – O dado tem potencial de gerar resultado para empresa através de informações de qualidade para os gestores tomarem decisões mais rápidas e com mais chances de estarem corretas?
  5. Confiança – Qual é a fonte do dado? Ele foi validado? Tem margem de erro ou atrasos?

 

Dica 2 – Qualidade da informação:

A qualidade do dado é fundamental para gerar informações relevantes e de confiança para os gestores. Isso reforça mais uma vez a importância de dados concretos, consistentes e idealmente sem erros.

Criar o hábito de formar opiniões e tomar decisões baseadas em fatos exige um esforço prévio de qualificar as informações que estamos consumindo no nosso dia a dia.

O cérebro humano é incrível e isso você já sabe. Mas, acontece que ele não foi feito para processar rapidamente o volume tão intenso de dados que somos submetidos a todo instante. Nesse processo muitas vezes acabamos não conseguindo distinguir o que é de fato relevante.

Um estudo da Gartner estima que nos últimos 3 anos, as empresas produziram mais de 90% do total de dados armazenados historicamente.

Se torna cada vez mais necessário fazer uma espécie de filtro para um consumo mais eficiente das informações e assim tomar melhores decisões.

No âmbito empresarial, é preciso considerar que os dados são ativos da empresa. Sendo assim, a qualidade deve ser fator número um na implementação da cultura data-driven.

Não se pode perder de vista que empresas com melhores dados estão criando melhores produtos, atraindo mais consumidores e assim gerando mais resultados. Esse é o ciclo do sucesso!

 

Dica 3 – Governança de Dados

Ao aderir a cultura data driven a empresa precisa estimular o volume de dados brutos. Para estabelecer métodos eficientes de coleta de dados a empresa deve usar e abusar de tecnologias avançadas do Business Intelligence, Business Analytics e Big Data.

Mas fique calmo, é mais simples do que parece! Você pode dar os primeiros passos sem uma super ferramenta, reunindo grande quantidade de dados através do Google Analytics, Hubspot ou CRMs, quando estamos falando da área de marketing e vendas, por exemplo.

O que fazer depois da coleta? Tão importante quanto reunir os dados é fazer uma boa gestão deles. Aliás, dados soltos e independentes são apenas dados.

É preciso criar canais e sistemas que estruturam e tratem os dados, para que se tornem informações preciosas nas mãos da diretoria da empresa.

O bom uso da tecnologia da informação auxilia na administração nesse volume de dados, tornando os negócios mais dinâmicos e eficientes. Também não se pode deixar de mencionar a importância das métricas e dos KPIs para fazer uma avaliação real da performance dos dados.

A base de governança de dados é essa criação de fluxos de informações e armazenamento a partir de um único lugar. A plataforma Alteryx é um exemplo de ferramenta que faz esse serviço de forma prática e rápida, com layout simples para que todos consigam entender e tirar proveito dos dados fornecidos.

A empresa deve usar ferramentas que ajudem nessa integração de todos os tipos de dados e automações. O objetivo é criar modelos preditivos de aprendizagem da máquina que irão gerar as informações relevantes e estratégicas.

 

Dica 4 – Investimento em tecnologias

Você já deve ter notado que estamos vivendo um momento de transformação nos negócios. A evolução do mundo corporativo reforça cada vez mais a necessidade da captação de informações de modo sistemático, organizado, automatizado e rotineiro.

Esse é o caminho que as maiores empresas do mundo estão seguindo como a Amazon, Netflix, Marvel, entre outras. A performance de sucesso delas está intimamente ligada com a cultura data-driven e tomadas de decisões baseada em dados.

Como viu até aqui toda a mágica da data-driven é feita pela tecnologia. Então, nada mais justo do que reservar bons investimentos para a área tecnológica da sua empresa.

A transformação digital é o caminho mais garantido de gerar resultados e, por isso, é importante inserir no sistema tecnológico da empresa recursos como EPMS, ERPs e CRMs, além de softwares com foco em atendimento e comunicação interna.

E não podemos parar por aí! A tecnologia se reinventa rapidamente, então os processos de coleta, tratamento e análise dos dados precisam ser revisitados e atualizados constantemente.

Com a evolução analítica as análises das máquinas serão cada vez mais avançadas ao capturar estímulos, diálogos e reações das pessoas. Nesse contexto, já estamos vendo o sucesso de assistentes virtuais das marcas, que amplificam a capacidade humana, além de potencializar o acesso e uso dessa informação.

Máquinas poderão nos ajudar a solucionar problemas que hoje consideramos impossíveis e nos entregarão um volume cada vez mais expressivo de dados.

 

Dica 5 – Transformação da cultura organizacional

O termo “cultura data-driven” não é à toa, é exatamente porque para uma boa implementação da metodologia é preciso toda uma transformação da cultura organizacional. Uma mudança de chave desde a gestão até os assistentes.

De acordo com o Instituto Cappra, 85% das empresas coloca entre suas prioridades a formação dos times de dados, acreditando que esse é o caminho mais curto para que suas empresas sejam data-driven. E esse pode ser um grande engano. Sabe por quê?

Um time de dados é aquele que atua na transformação dos dados em informação qualificada, organizada e visual. Normalmente formado pelo pessoal da área de tecnologia.

Quando falamos de um time data-driven falamos em envolver toda a organização. A mentalidade e práticas analíticas fazem parte de todo o ciclo do negócio.

A gestão baseada em processos, competências e sistemas está fadada ao fracasso. Vivemos tempos que para se diferenciar é preciso deixar de lado achismos e heurísticas e se desprender de modelos tradicionais, que por muito tempo podem ter funcionado bem, mas que nos dias de hoje já não fazem mais tanto sentido.

Para que a cultura data-driven traga resultados efetivos é preciso um alinhamento entre os departamentos da empresa, de forma que todos tenham uma só visão e a área de dados funcione mais integrada e fluida das áreas de negócio.

Isso reforça a importância de todas as dicas que vimos nos tópicos anteriores. Ou seja, por ser o trabalho de um time, é necessário a democratização dos dados, que sejam dados de qualidade e bem governados para a real implantação da cultura.

Vivemos o tempo da transformação digital, em que mercados estão sendo dominados por modelos mais ágeis e startups. A cultura data-driven está muito interligada a esses novos modelos, com sistemas orgânicos que visam aumentar a eficiência.

Por isso, é importante que a mudança de mindset venha de dentro, com os colaboradores abrindo a mente para novas ideias e formas diferentes de gestão.

 

Data-driven e o Marketing

Após entender melhor a cultura do data-driven você não deve ter mais dúvidas de que essa metodologia faz a diferença nas estratégias de marketing.

O uso inteligente de dados auxilia a entender melhor quem é o seu cliente, qual o problema dele, o que ele realmente deseja, em que momento e seus hábitos de consumo.

Ter essas informações nas mãos é ouro para criar produtos e ações muito mais direcionados e ter uma comunicação personalizada.

Não podemos esquecer que mais eficiência nas tomadas de decisão quer dizer uma redução nos custos e aumento na conversão e satisfação dos clientes.

Afinal, quando você entrega para o seu consumidor o que ele realmente procura e de forma individualizada consegue despertar muito mais atenção e o envolver com uma experiência surpreendente.

Além disso, o data-driven é muito correlacionado com explorar cenários futuros e com a inovação. Dados relevantes auxiliam na identificação de oportunidades, tendências e ameaças ao negócio.

Tais análises preditivas são um grande diferencial competitivo e o caminho para melhores resultados.

 

Conclusão

Para finalizar, vamos resumir os principais benefícios da implantação da cultura data-driven na sua empresa:

  1.   Tomada de decisões mais eficientes
  2.   Insights estratégicos
  3.   Profissionalização da gestão
  4.   Otimização de processos
  5.   Equipes mais engajadas e integradas com a mudança de mindset
  6.   Criação de experiências únicas para os clientes

 

A metodologia data-driven é o futuro e o futuro já começou. Não há mais espaço para arriscar com achismos ou suposições.

Tomar decisões baseadas em dados é elevar o patamar da empresa para trabalhar em sua capacidade máxima.

O volume de dados só cresce e estão disponíveis para todos, torna-se requisito básico fazer uso inteligente deles.

E lembre-se, quanto antes adotar a cultura data-driven mais a sua empresa estará preparada para o que vem pela frente!